quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Não, eu não preciso.

Os orgasmos que eu tive sozinha foram, infinitamente, melhores dos que eu tive com você. E talvez isso signifique que eu nunca mais precise ter seu corpo quente sobre o meu, sentir suas mãos passeando vagarosas pela minha pele, sua boca no meu pescoço, na minha... não, eu não preciso que você me mate de vontade de ter você em mim, eu tenho tudo nas minhas mãos. Eu não preciso de você nem pra segurar aquela merda de lágrima teimosa, nem pra eu me sentir mais mulher quando diz 'gostosa' bem baixinho no ouvido. Não, eu não preciso. Eu tenho a mim, eu me faço mulher. Eu me viro do avesso. Eu me viro, mas eu não quero você. Eu não te quero em mim com essa intensidade, com esse amor. Seu amor me dá insônia. E fica tão tarde, que eu me perco. Me perco num sono que não existe, com um amor que não existe, com um sonho maravilhoso que não existe, também. Só pra poder te dizer não, pra dizer que eu não preciso. Que eu sou muito mais mulher do que você é homem. E talvez seja até mais homem que você. Afinal, quem é que aguenta a dor de sempre te ver indo embora?