Não sinto mais o coração bater forte e o chão já não se abre quando ele aparece. Meus olhos não se enchem de lágrimas e a minha alma já não o pede mais próximo. Meus olhos só o acompanham enquanto ele se vai, eles não exigem os dele olhando-os por dentro, me consumindo. Meu sorriso já não se abre, automaticamente, quando os dentes dele, num movimento falso, ficam a mostra. Minha boca não fala mais 'te amo' com a intensidade que dizia quando era verdadeiro. Meu corpo mente de forma categórica procurando o dele, mas é só desejo, é só carência. Carência, porque eu sou mulher. Desejo porque eu sou mulher. Ele não foi o meu amorzinho de filme americano, com seus milhares de defeitos perfeitos. Não foi eterno. E olha que eu pensei que seria. Por muito tempo, meu coração pediu que o dele estivesse sempre por perto, mas agora, ele o expulsa da forma mais truculenta que pode. E ele vai onde quer, me leva onde quer. Até que, bobo, se apaixone de novo.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
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